Após dois meses no cargo como senador – assumiu oficialmente no dia 6 de maio –, Jorge Yoshiaki Yanai (DEM/MT), fez um balanço positivo de sua atuação. “Hoje são 80 senadores dos quais entre eles estão ex-presidentes, ex-ministros, ex-prefeitos, pessoas com muita experiência administrativa e governamental”, disse o senador em entrevista exclusiva ao Jornal Nippak.
O parlamentar nikkei afirma que hoje em dia é necessário investir em hidrovias e ferrovias, meios de transportes que são baratos e não agridem o meio ambiente. “Tenho realizado e desenvolvido um trabalho social muito forte no agronegócio, e também na implantação da Hidrovia Telles-Pires que começará no Estado do Mato Grosso e terminará no Pará. É um projeto fundamental para garantir o escoamento da produção agropecuária do Mato Grosso a baixos custos. Esta será uma das minhas bandeiras nas eleições”, destaca.
Jorge Yanai tomou posse no Senado com a previsão de ficar quatro meses (124 dias), no lugar do senador Gilberto Flávio Goellner (DEM/MT) que se licenciou por motivos de saúde. Com isso o primeiro senador nipo-brasileiro deverá ocupar o cargo até meados de setembro. No entanto, a sua candidatura a reeleição foi homologada na convenção estadual do partido realizada no dia 26 de junho em Cuiabá (MT). “Estou esperando o prazo do início da campanha eleitoral, mas já estou começando a andar no Mato Grosso, entrando em contato com as lideranças de várias cidades do estado, embora a minha base eleitoral seja no município de Sinop, no Norte do estado”, adianta. “Estou me candidatando a reeleição e não vou precisar me afastar do cargo. Já sou conhecido no Mato Grosso e na região Norte”, completa.
O senador acredita muito na sua reeleição pelo fato de morar há mais de 30 anos no Mato Grosso onde é muito respeitado como cidadão, médico e político. Para ele as possibilidades são muito concretas, mas vê dificuldade nos cálculos dos votos devido cada estado ter que indicar e escolher dois candidatos ao Senado. “A eleição se torna interessante”, avalia.
Índio da Costa – O senador foi pego de surpresa ao ser informado pela reportagem do Jornal Nippak, na tarde desta quarta-feira, sobre a escolha do deputado Índio da Costa (DEM-RJ) para vice de José Serra à Presidência da República. Ainda sem muita convicção, Yanai disse que a escolha “valoriza o DEM, um partido grande”. “A escolha mostra que a coligação é pra valer”, disse Yanai, acrescentando que “não tínhamos nada contra o senador Álvaro Dias (PR). “Reclamávamos apenas nossa participação no processo eleitoral”, disse Yanai que, ao certificar-se do anúncio, comentou: “Poxa, que beleza. Ele (Índio da Costa) tem só 39 anos”.
Projetos – Com relação a Usina Hidrelétrica de Belo Monte o senador falou que o projeto está “andando” positivamente, será uma das que menos agredirá o meio ambiente e que só beneficiará o país. Neste grande empreendimento será investido R$ 500 milhões apenas com obras sociais, como parte dos R$ 19 bilhões (cálculos iniciais). “A maior usina brasileira vai desalojar duas mil pessoas que serão transferidas para um local adequado, dando qualidade de vida e infra estrutura para elas com escolas, hospitais, etc. O Brasil só tem a ganhar, quem não lembra do apagão recente que afetou São Paulo? Temos que correr sempre na frente do desenvolvimento para evitar contratempos como esse”, garante.
Na opinião de Jorge Yanai o projeto Ficha Limpa melhora a possibilidade das câmaras, assembléias e das prefeituras de ter pessoas que não tenham nada a esconder, e em condições de representar o povo no poder. Para ele deve ser candidato àquele que tiver condições de provar para o povo que é digno e de confiança. “Existe uma cobrança grande da sociedade para que o homem público seja preparado no quesito de justiça. O projeto nasceu e veio da população que reclamava de medidas enérgicas. Talvez o projeto não tenha um retorno adequado já nas eleições deste ano. Pode não começar a fazer num primeiro momento”, analisa. O parlamentar argumenta que o projeto é de essencial importância para sociedade porque o povo pede mudanças na política.
Texto Afonso José de Sousa, com colaboração de Aldo Shiguti